ele sempre aparecia de madrugada, virou costume. voltava da balada, da festinha ou da zona e ia em sua casa. pulava o muro, batia na janela do seu quarto e pedia pra abrir.
3h da manhã, 5e30, 2h, 4h...
pra dormir, pra conversar, pra jogar video game, pra fugir da briga.
ela sempre atendia, com a maior disposição do mundo.
e ela amava isso, amava ser lembrada mesmo depois de toda putaria que uma balada pede. ele ou o melhor amigo dele (principalmente o melhor amigo!) chegavam pra alegrar a madrugada falida que ela teve.
certo dia se cansou, ouviu bater, chamar, buzinar e não atendeu.
se fez de surda e com sono pesado. a amizade estava ficando séria demais, acontecia com ele, coisas que deveria acontecer com o seu melhor amigo.
silêncio. foi embora.
logo que acordou, tomou café e começou a abrir a casa pro sol entrar.
quando abriu a porta da frente, tava ele, dormindo na varanda desde as 3h...
- que vc ta fazendo aqui?
- eu te chamei, vc não atendeu. aí eu dormi aqui pq queria dizer que eu te amo!
sério isso? que lindo.
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