quarta-feira, 17 de novembro de 2010

eu sempre penso em me separar, quando entro em alguma crise de identidade.
acho que quando to com o coração despedaçado, consigo me entender melhor, sentir quem sou eu. definitivamente, nasci pra ser maria do bairro. que horror!

mas eu ja pensei em tudo. eu saio de casa, invento um drama, espero sentir saudades, choro daqui, ele chora de la, e depois que toda nossa história virar um drama bem mexicano, bem dolorido, eu volto feliz e saltitante. assim eu tenho uma história pra contar. ja pensou? 'ficamos 10 anos juntos, depois uma crise absurda tomou conta do relacionamento, eu saí de casa, nós sofremos, choramos, ele foi atrás, eu briguei, esperneei, quando decidi levantar e dar a volta por cima descobri que era ele que eu amava e voltamos.'

ta... nem tudo que planejo na vida da certo, posso tentar fazer essa 'pegadinha' e ele arrumar uma loira gostosona, que vai dormir na minha cama, vai usar meu chuveiro quentinho e cuidar do mala na minha ausencia.

hj eu entendo pq o 'falecido-ex' tanto me atraiu, me fez sentir falta e me desesperar. foi o enredo de toda trama, eu não queria mais te-lo pra mim, eu queria me ver envolvida num drama mexicano, contando pras amigas coisas do tipo 'ele casou, eu namorei...depois de 5 anos fora do país, foi atrás de mim que ele veio, e eu vi o qto o amava'... isso mais ou menos aconteceu, ele realmente veio atrás de mim depois de todo esse tempo, mas aí era em outro estilo de romance que eu estava interessada. definitivamente eu não sei o que quero da vida, se ta tudo bem quero um drama. se ta tudo um drama eu quero 'tudo bem'.

minha vida deveria vir com um manual, seria mto mais fácil lidar comigo mesma nesses momentos de crise.

Um comentário:

  1. A gente morre de dor e sangra todo mês porque é normal. Sobrevive uma batalha de hormônios, porque é normal.

    O mínimo que poderiam nos conceder é o direito de ser dramáticas, neuróticas e obsessivas.

    O MÍNIMO!

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