terça-feira, 30 de novembro de 2010

e como a gente faz quando erramos e arrependemos?

sabe a parte mais difícil de se arrepender? (falo daquele de verdade, do fundo da alma, que dói, que faz perder o rumo) é a negação do perdão.

eu sempre tento andar por um caminho que não precise de arrependimentos, pq sou a favor da seguinte filosofia 'desculpa não é borracha, então, tente não fazer besteiras pra ter pedir'. mas a gente cai do cavalo de vez em quando, e tropeça nas próprias palavras e filosofias. eu que sempre tive orgulho do meu jeito desencanado pras coisas, que sempre perdoei mesmo morrendo de mágoa e desconfiança, mas deixando a missão de ensinamentos pra Deus, me vi agindo da mesma forma que sempre abominei. julguei, agi com o coração endurecido e fiz exatamente a mesma coisa que condenei a vida toda em outras pessoas. e isso se tornou um círculo vicioso, onde um dava o troco pro outro, tomando as mesmas atitudes mesquinhas e infantis que condenei e fui condenada.
não existe certo ou errado, fato.

enfim, algumas coisas aconteceram esse ano e tive muita culpa e muito erro de atitudes nisso tudo, alguns graças a Deus eu consegui consertar e está caminhando pra vida normal de sempre, outros, acho que nunca terão conserto mesmo. viver nesse clima é o que mais incomoda, pq não gosto de pensar que existem pessoas que desejam meu mau, que ficam felizes com a minha infelicidade. um afastamento natural por conta de desafetos, de falta de afinidade é uma coisa. mas um rompimento digno de meninas de 15 anos com provocações e fofoquinhas (e eu me incluo nisso, e eu me envergonho disso.) é pracabar. o que da pra tirar de tudo isso é aprendizado, pq um clima harmonioso e de confiança entre as partes, nunca mais, mesmo. aprendi que eu tenho que me posicionar conforme meus conceitos e crenças, não conforme o que as pessoas acham que eu tenho que fazer. aprendi que a hipocrisia reina em muitas situações, e não cabe a mim modificar isso, apenas conviver e aceitar. aprendi que devo desconfiar qdo o único assunto entre todos é falar mau da vida alheia. aprendi que não importa o quanto vc não se envolva, as pessoas envolvem vc mesmo sem querer. aprendi que perdoar é muito mais importante do que julgar e tomar atitudes precipitadas. aprendi que nunca é tarde pra se arrepender, mas que as vezes é tarde demais pra ser perdoado.

'...aprendi que da mesma maneira e severidade com que julgas, serás julgado...'

terça-feira, 23 de novembro de 2010

palavras certas, pessoa errada.

ele sempre aparecia de madrugada, virou costume. voltava da balada, da festinha ou da zona e ia em sua casa. pulava o muro, batia na janela do seu quarto e pedia pra abrir.

3h da manhã, 5e30, 2h, 4h...
pra dormir, pra conversar, pra jogar video game, pra fugir da briga.
ela sempre atendia, com a maior disposição do mundo.

e ela amava isso, amava ser lembrada mesmo depois de toda putaria que uma balada pede. ele ou o melhor amigo dele (principalmente o melhor amigo!) chegavam pra alegrar a madrugada falida que ela teve.

certo dia se cansou, ouviu bater, chamar, buzinar e não atendeu.
se fez de surda e com sono pesado. a amizade estava ficando séria demais, acontecia com ele, coisas que deveria acontecer com o seu melhor amigo.

silêncio. foi embora.

logo que acordou, tomou café e começou a abrir a casa pro sol entrar.
quando abriu a porta da frente, tava ele, dormindo na varanda desde as 3h...

- que vc ta fazendo aqui?

- eu te chamei, vc não atendeu. aí eu dormi aqui pq queria dizer que eu te amo!
- amor, vamos fazer a assinatura dos canais pornôs?

- não, ta mto caro.

- (começa o discurso sobre coisas que ela abdicou em nome do relacionamento, em nome da economia familiar, em nome da recuperação da conta no vermelho - drama!)

- ta bom, ta bom... vamos pegar uns 2 então, que fica mais barato.

(tentam fazer a assinatura online, pelo controle remoto. o fio do telefone deveria estar conectado ao aparelho. arrasta móvel daqui, arrasta dali, faz uma gambiarra pro fio chegar até o aparelho. pronto! - NÃO DEU CERTO)

- liga la então.

- ah eu não, liga vc, vc que quer.

- mas vc que é o punheteiro aqui nessa casa, liga la e fala, qual é a vergonha agora?

todo irritadinho, solta:
- ta bom, vou ligar e vou falar 'oi, a gente ta cheio de tesão aqui e quero assinar dois canais pornôs...'

(crise de riso. nada de assinatura, o diálogo ja tinha 'animado' o suficiente!)

adotando bordões...

- Não seria melhor para você mesma se escrevesse uma carta para Carlos?

(...)
...- Não

- Por que não?

-Por que aí ele saberia que gosto dele.

- Sabe - acrescentou - se essa mulher quiser que o namoro dela com o Carlos dure, vai ter que ser boa em duas coisas.

- Quais?

- Chupar e perdoar.


#sensacional
Férias - Marian Keys

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

whatever, tb to numa fase saco.

eu não sei pq não to conseguindo lidar com essa fase de frustrações na minha vida.
porra, eu ja passei 3 dias sem água na minha casa, com 4 crianças, e mais alguns membros da família fazendo visita surpresa. passando pela humilhação de buscar baldes na casa da vizinha pq mamy não tinha dinheiro pra pagar a conta.

eu nunca tive o amor da minha vida pra mim, e ainda sim senti a dor de 'perde-lo' pra outra: mais feia, mais bisca e mais sortuda. fuck!

eu literalmente ja dei o sangue pra ser reconhecida no meu primeiro emprego pra conseguir uma ascenção profissional (cortei o dedo! e ainda não ascendi profissionalmente, nem sei pq coloquei esse tópico aqui, vou cortar os pulsos).

eu nunca mais passei as férias com o meu pai depois dos 10 anos, pq ele simplesmente casou com uma mulher que tinha uma maturidade menor que a nossa (e hj com - quaaaase - 30 ela ainda continua tendo menos de 10!)

eu nunca fui no programa silvio santos, e até hj quase choro qdo assisto de tanta admiração pelo homem do baú.

eu nunca tive residencia fixa (ja morei em 12 casas diferentes, uma longa história, que ainda posto aqui)... agora tenho, mas é do marido, e não foi com mamy e todos os irmãos, então não vale.

eu nunca fui no show da xuxa mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra vc!

eu nunca mais, depois que conheci o marido, tive um beijo daqueles. (confissão polemica, eu amo o marido - apesar de ainda achar que parte do meu coração, vive em outra época - mas só uma pessoa me beijou pra nunca mais esquecer).

eu nunca mais assisti 'bruxa de blair' pela primeira vez, de novo. (?) #off

eu ja fiquei sem luz durante o fim de semana, e a luz foi cortada bem no dia do meu aniversário, bem enquanto eu tomava banho pra tirar a tinta do cabelo, bem no poste; onde não se podia fazer gatos.

eu ja passei um ano sem pia pra lavar a louça. (ta pensando que? lavar a louça numa bacia em cima de um banco acaba com a lombar).

eu ja fui má influencia pras minhas amigas, mesmo não sendo. e elas foram proibidas pelas mães de falarem comigo. e o pior, elas obedeceram.

sim, eu tive mta fase perrengue e frustrante na vida, principalmente qdo mamy se separou com uma penca de filhos e teve que usar eu e minha outra irmã como 'mães fora de época'; 'pais com 15 anos'.

preciso me concentrar nos meus sonhos. preciso resgatar essa força interior.
tudo bem que lembrar disso não vai me deixar menos frustrada com os atuais acontecimentos, mas pelo menos me distraiu nesses 10/15min. de lembranças. da época em que fui participante do 'nolimite-semprêmio'.

eu cheguei até aqui. eu chego la.
eu espero!
é assim que eu fico, quando estou passando por uma fase chata. me comparando com o mundo e pensando que a vida tem sido mto boa com as outras pessoas, menos comigo. me faço da filha deixada de lado, que por algum motivo que ela desconhece, ou que conhece e ja morreu de se arrepender, de pedir desculpas, de mudar comportamentos e de valores, mas que mesmo assim ainda não foram suficientes e que talvez por isso, ela continue sendo deixada de lado, vendo a 'mãe natureza' lamber todas as suas outras crias, menos ela. é impossível, não achar que o mundo tem sido mais feliz que eu. que agora todas as suas energias estão focadas para o vizinho e sua grama tem sido cada dia mais verde e linda. enquanto a minha, seca e pisoteada. enlouqueço com tudo isso, não existe distração no mundo que me faça esquecer do meu maior projeto (falido!) desse ano. hoje, eu sou um drama em pessoa. de um modo geral eu dificilmente me deixo abater, passei por vários perrengues e situações absurdamente sofridas. mas, no momento, minha alma está picotada dentro do meu corpo, de tanto 'não', de tanta espera, de tanto ver a diferença cruel que o destino faz entre o mundo e eu. enfim, quando to no auge do meu bom humor e felicidade ninguém me segura, mas qdo estou no fuuundo do drama e da angústia, ninguém me anima. ohhh fase, sai de mim pelamoooor!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

se tiver que voltar vai voltar, se não, não vai. e nem por isso vai doer, pq ja não faz mais diferença.
eu sempre penso em me separar, quando entro em alguma crise de identidade.
acho que quando to com o coração despedaçado, consigo me entender melhor, sentir quem sou eu. definitivamente, nasci pra ser maria do bairro. que horror!

mas eu ja pensei em tudo. eu saio de casa, invento um drama, espero sentir saudades, choro daqui, ele chora de la, e depois que toda nossa história virar um drama bem mexicano, bem dolorido, eu volto feliz e saltitante. assim eu tenho uma história pra contar. ja pensou? 'ficamos 10 anos juntos, depois uma crise absurda tomou conta do relacionamento, eu saí de casa, nós sofremos, choramos, ele foi atrás, eu briguei, esperneei, quando decidi levantar e dar a volta por cima descobri que era ele que eu amava e voltamos.'

ta... nem tudo que planejo na vida da certo, posso tentar fazer essa 'pegadinha' e ele arrumar uma loira gostosona, que vai dormir na minha cama, vai usar meu chuveiro quentinho e cuidar do mala na minha ausencia.

hj eu entendo pq o 'falecido-ex' tanto me atraiu, me fez sentir falta e me desesperar. foi o enredo de toda trama, eu não queria mais te-lo pra mim, eu queria me ver envolvida num drama mexicano, contando pras amigas coisas do tipo 'ele casou, eu namorei...depois de 5 anos fora do país, foi atrás de mim que ele veio, e eu vi o qto o amava'... isso mais ou menos aconteceu, ele realmente veio atrás de mim depois de todo esse tempo, mas aí era em outro estilo de romance que eu estava interessada. definitivamente eu não sei o que quero da vida, se ta tudo bem quero um drama. se ta tudo um drama eu quero 'tudo bem'.

minha vida deveria vir com um manual, seria mto mais fácil lidar comigo mesma nesses momentos de crise.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

piedade divina, eu preciso ver por aqui.

Deus, se vc não tem ouvido minhas orações (e não tem, pelo andar da carruagem) leia meus blogs, vejam meu sofrimento com esse seu silêncio, e deixo aqui mais um apelo, no modo virtual dessa vez: TENHA PIEDAAAAAAAADE, OUÇA MINHAS PRECES!!!

'necessito de mudanças em minha vida. e pra melhor. e agora.'
#porfavoramém

#mepicotambém

mas o fim de semana foi cheio de alegrias.

marido viajou e eu levei pra dormir comigo um homem lindo, gato, gostoso, que me acordava de 2 e 2hs pra esquentar seu mama.

a alegria de ver ele se matando de rir com a frase da chiquinha no chaves, se referindo a um escorpião que a tinha picado: 'mepicotambém', foi demais. ele gargalhava cada vez que eu repetia isso.

as delícias de ser uma tia/madrinha babona.
não existe melhor maneira de passar o tempo do que essa, virando uma completa idiota (mais?) pra ver uma criança rir.

não sou mãe e to tentando. mas sou tia e sou feliz. :)
quero filhos, banguelos, calvos e gordos habitando a minha casa, minha alma e enchendo meu coração de alegria ao ensina-los a falar:

'minha mãe, é maLida do meu pai'.

chatice de glomerilonefrite, de ciclofosfamida, de imunossupressão.
depois que fui apresentada a essas 'palavras' minha vida fértil nunca mais foi a mesma.

#putos!

ohhhh fase.

abandonei os títulos.

chega né?!

male-mal sei escrever, imagina buscar títulos pra cada postagem.
não é pra mim tb, se não gosto de intitular nada e nem ninguém, que eu comece pelo meu blog. venho aqui pra desabafar, xingar, chorar, me auto-consolar.

se pra todo drama que eu viver por aqui tiver que me estressar com mais um em buscar o título adequadro, abandono tudo.

admiro todos os blogs que eu sigo e que escrevem de forma maravilhosa com títulos super atraentes, mas eu ainda sou aprendiz nisso daqui, por enquanto vou ficando com meu textinho pobre, tentando não intitular nada. eu mesma nem sei como me auto definir, imagina um texto vindo da pessoa aqui?!

em alguns momentos, se pudesse, ja abandonava meus títulos de: pseudo-profissional-dequalquercoisa, 'marida', amiga, cidadã brasileira, eleitora, etc... enfim...

melhor deixe.

*salvo algumas exceções, claro.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

aqui se paga?

eu sempre acreditei muito no ditado: aqui se faz aqui se paga! sempre presenciei cenas em que realmente algumas pessoas fizeram e pagaram.

mas dentro dessa 'lei da vida' deve existir alguma regra, alguma proibição ou regalia em alguns setores/cargos ocupados. empregadores em geral nunca pagam, te sugam por apenas 1,99 mensal, mas nunca pagam a diferença. certeza!

viu o que da 'estudar'?
se tivesse parado na quarta série, arrumado um namoradinho maconheiro, ido morar nos fundos da casa da sogra, estaria feliz e saltitante (com algum hematoma no olho) assistindo sessão da tarde e cuidando dos meus cinco filhos.

isso que se tornar uma pseudo-qualquercoisa.

a arte de (não saber) brincar!

ontem foi aniversário de mamy, e pra aproveitar fizemos o sorteio do amigo secreto.

na hora de sortear eu e minha irmã (uma das tantas que tenho - ao todo (tooodo!) são 8 irmãos!) começamos com as frases clichês de um sorteio.

na hora que tirei o meu, falei: 'viiixi, eu não gosto da pessoa que eu tirei, vou devolver e sortear outro.' todo mundo riu e minha irmã disse a mesma coisa sobre o dela.

hj de manhã no msn, minha cunhada toda séria veio perguntar:
'é verdade que vc não gostou de quem tirou?'

fiquei chocada.
não por ser amigo secreto em família, até pq várias famílias tem seus stress e desafetos, mas fazer essa pergunta pra mim? eu que sempre expus pra quem quisesse ouvir o amor que tenho por todos eles, e que principalmente, nunca posso ser levada a sério em brincadeiras como essa.

essa minha cunhada é bem curiosa, vc não pode fazer um comentário com ela em tom de brincadeira que nunca entende. sempre reage de maneira desacreditada, levando a ferro e fogo o que falamos.

ela é bem sucedida, bonita, inteligente, classuda, e tão 'dura' por dentro.
eu: mulambenta, não (!) sucedida, limitada, preguiçosa, patinho feio e beeem maleável por dentro (e por fora, rá!).

realmente é inevitavel me comparar com ela, temos a mesma idade e apesar de histórias totalmente diferentes, me pego várias vezes pensando que não tenho metade de tudo que ela tem.
mas quando lembro desse jeito tão ditador dela levar a vida, chego a conclusão que a única coisa que me faz ter orgulho de ser diferente dela ja me basta.

Eu sei rir!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

pedaço que caiu...

eu era muito mais legal antigamente, fato!
me sentia mais segura, mais engraçada e mais capaz de atrair gente boa por perto.

não canso de falar que em algum lugar do passado, eu deixei cair um pedaço de mim. um pedaço bem importante que me dava essa sensação boa que eu tinha.

o que me consola é que eu ainda sou rodeada de mta gente boa; mesmo agindo errado; mesmo pisando na bola.

as amizades mudaram, o meu jeito de ser tb. mas a sorte que eu tenho em topar com gente especial a minha volta continua! e isso me fortalece mto.

quem sabe um dia não resgate esse 'pedaço' meu que está faltando e tudo volta as boas dentro de mim, de novo, quem sabe...

espera...

esse blog ta virando um muro de lamentações, mas eu sempre fico assim, qdo quero muito uma coisa e não consigo. todas as minhas energias são voltadas pra ela, e é como se a minha felicidade completa dependesse única e exclusivamente desse acontecimento. nesse caso de agora, é pior ainda. pq todo mes que o NÃO é confirmada em minha vida, uma dor e uma frustração se torna constante, até a próxima tentativa, até a próxima frustração. vai fazer um ano em maio e nada. ja me imagino buscando outras milhões de alternativas e me frustrando ainda mais. o saco é que, se eu não for mãe, o que e vou ser nessa vida? eu me preparei a vida toda só pra isso. a faculdade foi uma distração, os empregos, estágios, tudo não passou de uma distração até o grande acontecimento aparecer em minha vida. passei todos esses anos falando 'meu negócio é ficar em casa cuidando de filho e marido, queria mesmo é ser amélia, trabalho por obrigação, não por prazer'. e agora, além de ter que trabalhar por necessidade, estou me vendo nessa situação mais obrigada do que nunca, ja que outra opção eu não tenho mesmo. odeio sentir coisas feias dentro de mim, mas é inevitável não admitir que sinto um gosto amargo qdo vejo todo mundo realizando seus sonhos e menos eu. nada do que fiz até hj foi com louvor, por mais que eu tenha tentado com todas as minhas forças, nunca saí do mesmo lugar. seja no emprego, relacionamentos, projetos idiotas de uma pessoa normal. e mais uma vez o destino me prega essa surpresa, e me faz sentir a pessoa mais seca do mundo, mais amarga, correndo o risco de endurecer meu coração como foi em 2001, como qdo eu tive que entender que o que Deus queria pra mim não era o que EU queria desesperadamente. enfim, juntei os cacos que me sobraram e recomecei. mas esse de agora ta difícil, é a ordem natural da vida: namorar, noivar, casar, ter filhos... pq eu não posso ter isso? ai sério, a tpm de cada mes vem cada dia mais forte, pq junto com todas as reações do corpo e do psicológico, vem o ódio que sinto em ver mais um NÃO vindo de Deus pra mim. Difícil, difícil não sentir que o mundo a minha volta é mais feliz que eu, é mais realizado, mais abençoado e lembrado de Deus que eu. no momento estou sendo deixada de lado para que Deus realize (como sempre) todos os sonhos e objetivos de uma pessoa egoísta, orgulhosa e que a vida toda humilhou as pessoas, mas nunca foi repreendida por isso. Enquanto eu não mudo de emprego, nao melhoro salário, não realizo meu maior sonho e mesmo assim a cada cacetada que tomo na cabçe, tento mudar, tento melhorar. Mas pra que né? A vida toda achei que pelas coisas ruins que passamos na vida somos recompensados, realmente melhorei bastante de uns anos pra ca, mas não pensei que esse sentimento tão grande de abandono divino fosse voltar a acontecer em minha vida. Tenho mta fé, amor e temencia a Deus, mas não posso deixar de registrar aqui a minha mágoa, a minha frustração, diante de tudo de bom que (NÃO) tem acontecido em minha vida. Termino esse texto com uma única palavra, termino esse ano com uma única sensação: FRUSTRAÇÃO!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

rompimentos...

eu tenho sérios problemas com rompimentos, separações, quebras de rotina. pra mim, se a sensação é boa e me faz bem, pode durar a eternidade, é o tipo de rotina que não me enjoa, não me assusta. tb tenho medo de perder as pessoas do meu convívio, a vida toda foi assim, tentando amarrar todos os que me faziam bem no pé da cama e deixar elas la, me fazendo bem pra sempre.
até aquelas que não me faziam bem 100% eu queria manter por perto, uma forma de segurança sabe?! aquela coisa de 'agora ela ta chata, mas qdo melhorar quero estar por perto. pq todo mundo tem uma coisa boa pra oferecer.' ... mas qdo 'ele' foi embora de verdade, qdo ele se arrancou da minha vida sem dó nem piedade e foi morar do outro lado do mundo, eu me vi tendo que encarar tudo isso mesmo sem querer, mesmo sem esperar. foi desesperador, eu acho que senti o verdadeiro significado da palavra 'abstinência'... tinha dias que doía, que eu passava o dia numa investigação acirrada tentando achar um contato, um e-mail, um endereço, pra pelo menos falar tudo que eu não tinha tido coragem de falar. mas o tempo passou e pelo menos enquanto doía, eu não consegui a 'droga' de volta. e tive que aprender a conviver com isso. uma hora parou de doer, e mesmo se não parasse, a vida seguia, eu estando triste ou não.
o fato é, muitos rompimentos e afastamentos aconteceram na vida, e isso me ensinou que só o tempo pra trazer de volta quem realmente vale a pena, e pra levar embora quem não vale. pelo menos não pra mim, não pra vc, não agora. e as últimas semanas foram marcadas por mais um rompimento em minha vida. comparado com a abstinência que tive em 2001, não fez nem coceira, não mudou em nada. mas não deixou de ser rompimento. traz suas chateações, mas a gente sobrevive. e com tudo que tenho sentido com esse último rompimento, chego a uma única conclusão: quanto menos dói, menos diferença faz.
2 'amigas' se afastaram do meu convivio social, se é que pode se dizer isso, ja que nunca me ligavam, falavam comigo qdo um grupo em geral se encontrava e nem se quer fizeram parte do meu dia a dia em alguma coisa. por isso, acho que ja passei por rompimentos bem piores, de doer só de lembrar que aquela que me enchia de alegria o dia, não falava mais comigo. ja tive rompimentos mais dolorosos, e os verdadeiros voltaram sem deixar nenhuma marca, ou tratamos de cuidar tanto que a cicatriz mau aparece. o importante é pensar nisso, que todos sejam felizes com suas razões, e que só voltem realmente os que valem a pena, os que são de verdade.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

castigo...

de castido sangrei quase o mes todo, me impedindo de calcular dia fértil, possíveis tentativas, etc...

filho, a gente não ve por aqui.

hunpff...